A lendária saga de survival horror da Capcom está comemorando seus 30 anos de existência em 2026, e eles reservaram esse momento para trazer um novo titulo da linha principal da franquia.
Resident Evil Requiem tenta ser o melhor dos dois mundos na saga, mesclando o terror e ação na medida certa. Apesar de alguns deslizes, a Capcom conseguiu criar uma aterrorizante e frenética experiência.
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Enredo

A historia de Requiem gira em torno da medrosa agente do FBI, Grace Ashcroft, e do nosso velho e amado, Leon S Kennedy. Ambos estão investigando uma serie de misteriosos assassinatos, e isso acaba fazendo o caminho dos dois se cruzarem no centro de cuidados de Rhodes Hill.
O local é comandado pelo Dr. Victor Gideon, que acaba sequestrando a Grace com um objetivo que só vai ficar claro lá para o final. O Antagonista fazia vários tipos de experimentos com o virus T, e acaba liberando todos eles aqui, transformando a vida dos protagonistas em um inferno cheio de zumbis.
Em termos de enredo, os jogos da saga nunca tiveram isso como um ponto forte, e mesmo com o seu excelente inicio misterioso e intrigante, a segunda metade da historia foca demais em nostalgia, se perdendo com resoluções narrativas fáceis, e vilões extremamente rasos.
Ambientação

A atmosfera desse jogo é com certeza uma das melhores coisas, todos os jogos da saga na RE engine são absurdamente bonitos, e esse não ia ser diferente. Os cenários te deixam completamente imersos, principalmente quando estamos no papel da Grace.
A primeira metade do jogo em Rhodes Hill é uma aula de direção de arte, com corredores apertados, pouca iluminação e muito terror. Lembra um pouco a sensação de explorar a R.P.D em RE2, com aquele ar que causa mistério e medo.
Na segunda metade temos uma enorme mudança de ambientação, agora explorando as ruínas de Raccon City. Mesmo com a nostalgia que é revisitar esses velhos lugares da saga, é só escombros e poeira, sem muita personalidade, porém, ainda muito bonito.
Jogabilidade (Grace)

A gameplay com a Grace é mais puxada para o terror do Resident Evil 7, com uma personagem mais vulnerável e uma escassez de recursos. O arsenal de armas é minúsculo, e a maior parte do tempo estamos só com uma pistola e uma faca, que serve apenas para afastar os zumbis.
Os inimigos não soltam nada quando morrem, te fazendo escolher se vale mesmo a pena gastar munição com aquele zumbi atrapalhando o caminho, mas com um sistema de coletar sangue infectado pelo chão, é possível criar munição e cura.
O nosso inventario também é pequeno, mas com o auxilio do baú de armazenamento, podemos gerenciar melhor os nossos recursos ao longo da campanha, fora que encontramos pochetes para aumentar o numero de slots.
Jogabilidade (Leon)

Já a gameplay com o veterano Leon S Kennedy, é o total oposto da Grace, e vem diretamente do remake de Resident Evil 4, focada na ação brutal. O Leon tem um enorme arsenal de armas, e vai usar tudo o que tem para enfrentar hordas de zumbis que vem aos montes contra ele.
A grande novidade em relação a gameplay do RE4 é o seu machado, que serve para finalizar instantaneamente inimigos atordoados, e também para eliminações furtivas. Agora também é possível arremessar as armas que os zumbis estavam portando, podendo utilizar até serra elétrica contra eles.
O inventario dele é a clássica maleta, que é enorme e não vai ser um problema se entupir de recursos com ela, já que diferente da Grace, os inimigos dropam munição pro Leon quando são mortos.
Mas existe um problema nessa administração de recursos, o baú de armazenamento com ele foi substituído por uma caixa de que pode criar equipamentos, e para isso precisamos matar inimigos para coletar pontos e trocar por recursos na caixa. Isso acabou tirando o gostinho que é encontrar armas e recursos só explorando o mapa, já que quase tudo está disponível lá.
Exploração

Esse sempre é um ponto forte nos jogos da saga Resident Evil, e tanto Rhodes Hill, quanto as ruínas de Raccon City, é uma delicia de se explorar. O leva e traz de itens para abrir caminhos está presente nos dois protagonistas. Portas com nível de acesso, cartões, chaves, tudo que nós fãs adoramos está aqui.
Claro que temos algumas diferenças entre os dois, já que a Grace é um pouco mais “normal” e não sai abrindo portas com machado ou dando saltos como o Leon, fora que ela quase sempre está sendo perseguida por alguma criatura bizarra, dificultando a exploração dos cenários.
Quebra-Cabeças

Infelizmente esse jogo deixa bastante a desejar nos seus puzzles, algo que é tão recorrente na saga, são sempre muito simples e com a resposta na sua frente, e todos os quebra-cabeças são exclusivos da Grace, já que a Capcom não achou espaço para eles na gameplay de ação do Leon, o que chega a ser estranho já que RE2 e RE4 possuem enigmas para ele resolver.
Inimigos e Chefes

Os zumbis são bem variados em aparência, mas não existem tantos inimigos diferentes ao longo da campanha. O que os difere dos outros jogos, é que eles continuam trabalhando nas suas antigas tarefas, as vezes encontramos zumbis limpando, cozinhando, cantando, e isso ficou bem legal, e as vezes, esquisito.
Já com os Chefes, temos os perseguidores e alguns sub chefes, mas as verdadeiras bossfights são exclusivas do Leon, e todas são muito divertidas e bem feitas, mas, são poucas, com apenas quatro delas ao longo de toda a campanha.
Conclusão
Resident Evil Requiem consegue entregar uma incrível experiência para a saga, misturando o terror e ação na dose certa, e mesmo com os seus tropeços com coisas simples, e um jogo indispensável para os fãs.
Resident Evil Requiem está disponível para:
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